quinta-feira, 23 de janeiro de 2020


Tem um café aqui em São José dos Campos... É para onde eu corro quando estou querendo ajustar meus parafusos. Sempre tem um bolo de côco gelado (meu help) e um capuccino quentinho cremoso (esquenta alma).
Uma das coisas que amo nessa cidade, o hábito de realmente parar para um café. Para mim, parar para escrever:

                                 
    Bora lá colocar os parafusos no lugar? . É hoje tem que ser assim, não adianta apenas apertar o parafuso frouxo, as vezes é necessário colocar parafusos novos, talvez até colocar uma bucha para dar aquele encaixe perfeito. 
   Passei o dia remoendo e me perguntando o porquê do incômodo que estava sentindo,  o que estaria me deixando com aquele ar mais pesado, com um sorriso dolorido, o porquê daquele parafuso estar solto... Até que alguém muito importante me perguntou hoje a pergunta mais corriqueira que alguém poderia me fazer: "Tudo bem?" , embora a resposta em primeira instância também soasse corriqueira, o semblante apontou outra verdade. Naquele momento descobri que tinha que falar,  por para fora aquela ervilha que não me permitiria ter um sono de princesa junto ao meu travesseiro. Digo ervilha porque o fato em si não era tão importante, o que incomodava mesmo era aquela sensação , o sentir aquilo. Não passava de uma lembrança ruim, de um momento difícil e a descoberta de que eu possuía um objeto físico desencadeador  daquele sentir penoso. Sabia definitivamente que os parafusos deveriam ser trocados.

     Lembrei que aquele objeto não era o único, havia também a cebola, sim, cebolas aliás, toda vez que me pego descascando uma cebola me ponho a chorar, mas não aquele chorar típico de quem as picam ou descascam, outrossim um chorar sentido, repleto de lembranças. Já faz muito tempo que tento me livrar desse sentimento, até já pensei em nunca mais pegar numa cebola, tarefa impossível a alguém que aprecia cozinhar a moda antiga... 
     Hoje descobri como me livrar dessa situação. A resposta veio com o outro objeto desencadeador de emoções. Falar sobre o assunto me fez bem, melhor do que falar era me ouvir falando. Uma fala firme, com sentimento que me fez sentir orgulho. Não sei como será quando me deparar novamente com esse objeto, se sentirei o mesmo amargor, mas sei que o assunto está resolvido.  
     Você poderá me perguntar: Mas Kim, qual o objeto? ou O que aconteceu?  A estória na íntegra pertence ao envolvido na situação e a mim. Ahhh e é claro, também pertencerá ao meu analista, aliás ele faz o papel da bucha na minha estória,  rsrsrs .Essa é a incrível arte de falar sobre um assunto sem contar nada sobre ele. 
     E você possui um objeto desencadeador? Remete a algo triste? Como você lida com a situação?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Ahhh as máscaras...



Ahhh as máscaras...
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Tão necessárias e tão assustadoras. 
Alguns as usam para se divertir e então viver um faz de conta, mesmo que por muitas vezes sem levar em consideração a verdade na qual o outro vive, aliás sendo esse o eleito para brincar. Outros as usam para se esconder e assim se sentem protegidos dos julgamentos dos seus próximos, existem aqueles que se aproveitam delas para deixar vir à tona seu verdadeiro eu e assim colocar para fora tudo aquilo que não é aceitável socialmente dando evasão aos seus estados pervertidos. 
Existe aquele conjunto de máscaras que carregamos conosco todos os dias e que apesar de não nos esconder a face nos conduzem de acordo com determinada situação, ora no trabalho ora com um amigo/estranho e assim vai, até que  no final da noite, deitados com a cabeça no travesseiro, nos encontramos, cada um consigo mesmo e chega a hora de se despir de toda e qualquer máscara. 
O importante é entender quais máscaras e quais os motivos nos levam a usá-las e trocá-las por outra. Logo, meus caros, todos usamos máscaras sejam físicas, virtuais ou emocionais/psíquicas. E nos cabe, em quanto grupo, refletir sobre esse movimento e ajudar aos que necessitam, apoiar os desorientados e aconselhar os mal intencionados. Bjs